Pular para o conteúdo principal

POR FALAR EM SALÁRIOS... O QUE VALE UM PROFISSIONAL?

O que vale um profissional? Depende do empregador. Assim começou uma conversa que tive com alguns concorrentes para o serviço público, inscritos no último seletivo do municipio de Bacabal.

Como ja havia sido divulgado pelo acessadíssimo blog Castro Digital em relação aos vencimentos propostos pelo edital, fiquei analisando.

Fiscal tributário e fiscal imobiliário pagar-se-ão dois salários mínimos, ou seja, R$ 1.356,00.  Nada de mais se há uma década atrás estes profissionais não tivessem seus vencimentos assegurados em tres salários mínimos, o que no salário vigente deveria ser R$ 2.034,00.

Quanto vale o profissional que se supõe depois de dez anos deve ter se aperfeiçoado, qualificado-se, mas que em sua área está cada vez menos valorizado? É urgente que se planeje o município levando-se em consideração (sim, consideração e respeito) os munícipes: trabalhadores ou somente usuários dos serviços.

 Passados sessenta dias do governo Agora Sim, eu começo a fazer minhas análises, cobrando que a cada dia o municipio possa melhorar. Se a equipe está definida, então já não nos cabe esperar, pois "quem sabe faz a hora não espera acontecer".  
 
 

Comentários

  1. PREZADA PROFESSORA
    A MAIOR FALTA DE RESPEITO FOI COM OS PROFESSORES QUE GANHARÃO MENOS DO QUE QUALEURT AJUDANTE DA CONSTRUÇÃO CIVIL, FRANCAMENTE AGORA SIM ESSE GOVERNO TÁ DOIDO, POIS ATÉ PRA SER AJUDANTE DE OBRAS SE PASSA POR UM PROFESSOR, FALTA RESPEITO COM OS EDUCADORES E COM A EDUCAÇÃO EM BACABAL

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...