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POR TI, BACABAL.

Abril?
Quem viu, ouviu?
Dezessete?
Mais, menos, talvez uns sete...
E o ano? já não se conta.
Com o  beco-da-bosta ninguém se importa. 
O prédio colado a Vila Maria foi derrubado, no chão foi jogado, mas o terreno houve quem tenha se apropriado. Propriedade o povo não tem de suas casas.
A cidade cresce, o crime aparece, o povo fenece... autoridades desaparecem. Este ano reaparecem, prometem... e conseguem.
Inauguram Restaurante Popular que o governo federal paga em média R$ 8,00 reais por pessoa.  Visitam os povoados, entregam e alugam as máquinas que o governo federal comprou e destinou às comunidades.
A princesa perdeu sua coroa e está largada.
Eles? Estão numa boa, rindo atoa, comemorando a calmaria, essa nossa agonia por falta de saúde embora conte com grandes profissionais na área;  ausência de infra-estrutura, os buracos na rua denunciam o descaso; falta de água e o tal esgotamento enterrado em quase toda rua da cidade (era maior o recurso para esgoto);   obras inacabadas (creches) e as crianças fora da escola ou em salas inapropriadas (esse recurso foi gasto quase todo e a presidenta Dilma abriu aditivo ainda em 2013); a escola técnica nunca saiu do papel, o local já foi visitado a imprensa presente, deram entrevista e nada de iniciar a obra.
Desde Jorge José de Mendonça, passando por Zé Vieira e Dr. Lisboa, até José Alberto Oliveira Veloso todos os prefeitos que administraram/administram nossa Bacabal deixaram/deixam seu legado. Hoje escrevi  sobre o legado negado ao povo.

 Profª Liduina Tavares - membro efetivo da Academia Bacabalense de Letras,

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