Pular para o conteúdo principal

CHÁ LITERÁRIO DA ESCOLA PRESIDENTE MÉDICI

   Com um planejamento dinâmico, contextualizado e interativo, as professoras Dalcirlene Oliveira da Silva Pinheiro, Layse Dayana Lima Santos e Maria Bianca Silva Paz executaram o projeto Chá Literário da Escola Presidente Médici – SESI, apoiadas pela gestora geral Maria Magna Juvêncio Nascimento e a coordenadora pedagógica Ana Kátia Gomes Araújo, sempre que necessário contavam com a colaboração de toda a equipe da escola e sentiam-se estimuladas pela aceitação, participação e resposta dos alunos.
Ao longo dos meses de março, abril e maio a equipe docente envolveu os alunos do 6° ao 9° ano em diversas atividades: “O dia da leitura”, “O livro da minha vida”, Produções textuais, Cine Literário, culminando neste dia 19 de junho com a palestra “O poder do hábito” proferida pela professora Liduína Tavares - membra fundadora da cadeira n° 11, da Academia Bacabalense de Letras.
A ideia do projeto foi inspirado na tradição do “afternoon tea” (chá da tarde), que ultrapassou os muros da nobreza e espalhou-se por toda Inglaterra, onde é preservada até hoje como um momento de interação e convívio social.
A professora Layse declarou ao blog:
"_ O planejamento do projeto visava a proporcionar encontros de leitura em ambientes diversificados e aconchegantes nos quais além de ler, conversar e debater as leituras, pudemos desfrutar de um bom chá com biscoitos, aliados ao conhecimento  nesse encontro saboroso entre o aluno, a arte literária e suas mais variadas manifestações".
A palestrante desafiou os alunos que leram mais livros de janeiro a junho de 2019 e finalizou o desafio com quem lembrasse o nome do livro, da editora, do autor e o ano de publicação. Cinco alunas leram cinco titulos, mas apenas duas foram premiadas com um livro por lembrar, entre outros detalhes, aqueles claramente expressos na capa, contracapa ou mesmo na orelha do livro.

Afinada na construção do projeto a professora Bianca disse que "  o Chá Literário, também tem propriedades terapêuticas e que a leitura, a arte e o conhecimento são o remédio para as enfermidades sociais mais graves.

Comentários

  1. Olá, professora Liduína Tavares
    Estou realizando uma pesquisa sobre escritores da região do Médio Mearim, gostaria de saber como posso entrar em contato com você. Um endereço de e-mail, se possível!
    Obrigada,
    Nique Mota

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...