Pular para o conteúdo principal

BRASIL EM TRANSE


É de lamentar, em pleno século XXI, se desejar o retorno do autoritarismo e de regimes onde a supressão de direitos civis e humanos, aconteçam por causa da“falha da democracia”. Ora, a democracia somos nós, se alguém ou algo está errado, somos nós, em algum momento.

Com isso, demos poderes, a seres que, com esse poder destruíram e deturparam os ideais democráticos, que se entregaram a corrupção e fizeram o país um tremendo pardieiro nacional. Nossos políticos e nossas elites, são uma desgraça que se apropriaram do Brasil, pelo voto, da necessidade do povo e assim, destroem o sentido de democracia, e em cima da carência e da ignorância da nossa gente fazem o que querem.

É difícil achar, os “bons”, no meio dos maus, se acha sempre um que é “ bom” mas é “doido”, um “doido” que se diz “bom”, dessa forma o povo fica refém de um desejo de revolta, e tem direito, mas será que a revolta não seria votando até acertar? Não votar, é dar aos bandidos da república carta branca para continuarem roubando e destruindo o país, pois se você se afasta da política e do processo, para eles, nada muda, apenas perpetuam-se de modo que o que lhes importa é o voto dos tolos.

É possível sim, encontrar alguém que escape, sim, não é possível, permitir o fascismo progredir com determinados candidatos, não é possível certos partidos que já estiveram no poder e ainda estão, chegarem lá, é possível mudar, é preciso, para isso, propostas e debates e uma consciência aberta para ver e compreender
os fatos.

Somos democratas e somos a democracia, sem ela, já estaríamos perdidos.

Mateus R. Soares
Graduando em CiênciasHumanas/Sociologia - UFMA/Bacabal - MA.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...