Pular para o conteúdo principal

EDUCAÇÃO EM FOCO


As equipes gestora, pedagógica e discente do  CENTRO DE ENSINO MANOEL CAMPOS SOUSA - 0 Colégio CEMA - executaram o projeto interdisciplinar  “Conhecendo a diversidade cultural dos países que participarão da Copa do Mundo 2014” .

 A pesquisa orientada pelos professores levou os alunos a explorar os diversos aspectos que envolvem um evento de tamanha magnitude, como economia, moeda, religião, população, extensão territorial, idioma, hino oficial, hábitos alimentares, etc.

De forma reflexiva, os alunos do turno vespertino apresentaram pontos positivos e negativos do evento aqui no Brasil, parodiando músicas decantadas pelos brasileiros há anos. Vejamos:
Tema: Lados Negativos da Copa
Música base: Assim é você.
Título: “Brasil, assim é você.”

Educação que nada
Escolas acabadas
Brasil, assim é você...
A copa tá chegando
Brasil se preparando
Brasil, assim é você...

Por que tem que ser assim?
Se dinheiro entra ali!
Estádios são enormes
Gastaram mais que o dobro
Pra quê tanto luxo assim?

Não tem segurança,
Queremos a mudança,
Brasil, assim é você...

Tanta violência,
Cadê a consciência,
Brasil, assim é você...

E quando a copa passar,
O país não muda não,
Brasil será o mesmo
Com a fome e desespero,
Isso é falta de consideração!

Presidenta cadê você?
A população tá perguntando isso!
E a gente também quer saber,
Cadê a qualidade de vida?
Cadê, cadê???
Tema: Lados Positivos da Copa
Música base: Eva (Radio Taxi)
Título: A Copa é uma Festa!


Meu amor, nesse ano a copa vai acontecer.
É aqui, vai ser em casa a maior festa terrestre.
Nossa seleção representa o país, é a nossa união.
O FUTEBOL É A FESTA que envolve todos a uma só emoção.

“A nossa seleção será...”

A copa é uma festa, FESTA!
O mundo todo vai ver a nossa garra, FESTA!
Além do infinito vamos lá.
Torcendo pra valer.
E gritando bem alto, FESTA!
Estádios lindos, tudo aquilo é nosso, FESTA!
Você que é de fora vem pra cá...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...