Pular para o conteúdo principal

POETIZANDO E HISTORIANDO O DIA DAS MÃES

TER MÃE HOJE NA VIDA, QUE ESPLENDOR,
QUE TESOURO, QUE GLÓRIA, QUE DOÇURA!
QUEM POR NÓS REZE E ZELE COM AMOR 
E NOS QUEIRA COMO ESSA CRIATURA!

É TER UM ANJO, UM CÉU DENTRO DE CASA,
É POSSUIR QUEM POR NÓS PEÇA A JEUS, 
É TER UM PURO AMOR QUE NOS ABRASA
E A PURIFICAÇÃO QUE NOS CONDUZ.

NÃO TER MÃE É FERIR DENTRO A FERIDA
QUE FEZ A AUSÊNCIA DA MÃE QUERIDA
DESDE QUE PARTIU PARA A ETERNIDADE.

É AVIVAR ANGUSTIOSAMENTE
A CHAMA DA LEMBRANÇA INTERMITENTE.
É TER ANGÚSTIA SEMPRE E TER SAUDADE!
(Lauro Barbosa Ribeiro - Com casca e tudo)


Quem idealizou a comemoração desse dia foi a americana Ana Jarvis, professora primária de Webster, EE. UU., ao transferir para todas as mães do mundo a homenagem que seus amigos prestaram, no segundo domingo de maio de 1907, à memória de sua mãe Anna Reeves Jarvis.

Uma placa comemorativa existente na Igreja Episcopal de Grafton, no Estado de Virginia, naquele país, assinala a primeira celebração pública do Dia das Mães, em 10 de maio de 1908.

Posteriormente, em maio de 1914, o presidente Woodrow Wilson assinou um decreto que oficializou o Dia das Mães nos Estados Unidos da América do Norte, a ser festejado no segundo domingo de maio.

No Brasil, coube à Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, a iniciativa de introduzir a menção dessa data, promovendo, em  1919, uma solenidade, da qual foi presidente o falecido escritor Alvaro Moreira e oradora oficial a poetisa Júlia Lopes de Almeida.

A partir daí, o Dia das Mães passou a ser festejado em outros estados brasileiros, até que, em junho de 1931, a Presidente do 11º Congresso Internacional Feminista, Alice Toledo Tibiriça, dirigiu ao Presidente Getúlio Vargas uma mensagem solicitando a oficialização da data.

Pelo decreto nº 21.336, de 05 de maio de 1932, o Presidente da República instituiu em todo o País, o festejo do Dia das Mães a ser observado no segundo domingo de maio.

Mais tarde, em 1947, essa data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica no Brasil, pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara. 
(Extraído do livro Integração e escola - datas comemorativas)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...