Pular para o conteúdo principal

ACADEMIA BACABALENSE DE LETRAS - ABL

A ABL localizada na sala 02, no prédio histórico da Associação Comercial de Bacabal, sito a Rua Barão do Rio Branco, desde o ano de 2009, reune ali obras e biografias de seus membros fundadores efetivos e/ou correspondentes.

Ao longo dos seus onze anos de fundação (24/03/2001) a ABL  teve como presidentes os poetas Zezinho Casanova ( 2001-2004), Costa Filho (2004 - 2007), Claudio Cante (2007 - 2009)  e atualmente a poetisa Liduina Tavares (2009 - 2013). 

Sob a presidencia de Liduina Tavares a ABL promoveu sua  I BLITZ POÉTICA; realizou seu I CAFÉ LITERÁRIO; ministrou PALESTRAS em  Escolas; participou com STAND na II Conferencia Municipal de Educação.

A convite de diretores, professores e alunos, foi objeto de estudo em salas temáticas, feiras e seminários em escolas públicas e privadas. Especificamente em 2012 a ABL teve seus membros retratados no desfile civico de 07 de Setembro, por alunos da rede municipal de ensino.

No último dia 24/09, no hotel Ponta da Areia, em São Luis, por ocasião da eleição da diretoria da  Federação das Academias de Letras do Maranhão - FALMA, a Academia Bacabalense de Letras empossou dois de seus imortais, a poetisa Liduina Tavares e o poeta Costa Filho, como conselheiros para o triênio 2013-2016. 

Buscando cumprir com seu plano de gestão a atual diretoria pretende realizar o II CAFÉ LITERÁRIO e lançar a II COLETANEA da ABL. Se todos os prazos forem cumpridos o lançamento ocorrerá ainda no primeiro semestre de 2013.

Conheça a Academia Bacabalense de Letras. Aberta das 14h às 17h é um ótimo espaço para leitura.  



 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÃO SEBASTIÃO, ROGAI!

No coração de um Brasil polarizado, num Estado de contradições políticas, no município em (re)construção localiza-se o povoado que vive o maior drama de sua história, desde a alforria de seu povo. No povoado São Sebastião dos Pretos, território quilombola certificado, onde a fé se entrelaça com a poeira da estrada, um pequeno aglomerado humano, conhecido mais pelas suas promessas sussurradas ao vento do que por seus marcos geográficos, viu sua serenidade estilhaçada pela ausência. Três pequenas vidas, três infantes da mesma família evaporaram no ar poluído pelas queimadas e pela devastação dos palmeirais, na tarde do dia 04 de janeiro de 2026.  Os pais, figuras outrora pilares de devoção, permaneciam agora em um estado de atordoamento quase sagrado, como se o trágico fosse uma miragem teimosa. A inércia deles, contudo, não se espalhou pela comunidade e a ausência notada das três crianças mobilizou os moradores que procuraram por toda a noite e ainda que  não as encontrassem se...

FEITA DE FASES.

 No contraste nítido do tijolo nu e a alta parede revestida de massa, pintada de tinta cuja nuance de cor é feita em laboratório à escolha, em catálogo, um brilho surge, superando a barreira arquitetônica que impede a visão total do reluzente astro  iluminado . Por segundos, a imagem é  confundida com a luz das lâmpadas de led recentemente colocadas nos postes da cidade, as quais muitas vezes não são vistas em sua totalidade por aparecerem por entre o cimento armado que ergue as casas ou entre as poucas árvores que insistem em contrariar o egoísmo dos que cortam árvore, matando a biodiversidade, sufocando a humanidade e que certificam a incivilização do homem.  Em seguida, o brilho revela-se cheio,  exibindo Ogum e o seu dragão – haverá quem, de pronto, condene o herege dessa descrição! – mais reais que antes, tomando toda a forma de tão reluzente imagem. Por minutos, os olhos buscam o brilho e se destraem com a beleza que agora claramente se mostra por completo...

CONSCIÊNCIA NEGRA

               Liduina Tavares* Quando eu era o negro  esquecido na senzala ao tronco acorrentado, o corpo chicoteado só a mim e aos meus irmãos essa dor incomodava. I Quando eu era o negro  na Casa Grande explorado escravizado e bullynado muitas vezes estuprado só a mim e aos meus irmãos a nossa dor incomodava. II Quando ainda criança  eu fui o negro sequestrado o Estado não interveio  a mim nenhum valor era dado e todo o meu sofrimento  só a mim e aos meus irmãos a indiferença à nossa dor incomodava. III Para o Quilombo dos Palmares  quando aos quinze anos voltei mostrei aos meus irmãos  todo o flagelo que passei soube de todo o sofrimento que os meus irmãos tinham passado. IV E, por isso, considerei mudar a essência da dor transformá-la em ação  não bastava sublimar  o rancor, a indignação  o ódio endurecia a alma e sangrava o coração.  V Eu mostrei aos meus irmãos  que o tronco e as c...