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CONSCIÊNCIA
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Segregada a alma geme.
Era o chicote de couro,
Hoje, o post impulsionado.
O corpo há muito sofre.
Encarcerada a alma grita,
Pouco se quis ouvir.
Morriam chicoteados no tronco,
Hoje, o tiro, o tira lhes tiram a vida.
São Mari, elas, eles, José, Zumbi
Nos Palmares, nas celas, nas festas...
Esquecida a alma espera,
Eu também não me envolvi.
Por falta de CONSCIÊNCIA
Faz-se vista grossa ou cega,
Há quem diga não precisa
E as estatísticas a cada dia revelam:
No tráfico, no tráfego, no morro
Na roça, no conflito, no hospital
Na cadeia, no percurso, na boca
Na hora exata da bala perdida...
Na escola são poucos.
Na faculdade menos ainda.
As cotas folgam as correntes
Mas liberdade...calma! Não.
E a falta de CONSCIÊNCIA
Me toma os sentidos,
Veda os meus olhos,
Cerra os meus ouvidos.
É preciso ver vendo
Tomar parte, ser igual
Reivindicar, fazer pirraça
Cantando, gingando, rezando, lutando...
A CONSCIÊNCIA é o que fica
No Negro, no Branco, nas raças
Faz-te povo e vem pra praça
Por CONSCIÊNCIA.

_______
(Liduína Tavares - membro fundadora da Academia Bacabalense de Letras - Cadeira n° 11)

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